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ARTE: De uma vez por todas.

Posted by Atila Pf on 23:04 in ,
Já faz seis meses que me despedi dos acontecimentos operísticos e me dediquei aos meus estudos e outros afazeres. Tenho que confessar que não não tive a mesma movimentação de antes, mas também que não estive parado e que coisas importantes aconteceram. Vamos lá?

Ao sair do FAO tive um descanso de menos de 1 mês - neste período decidi que iria participar do XXI Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora (ufa!), e realizamos, com o retorno do Randal de Oliveira, a Nona Sinfonia de Beethoven com regência do maestro Marcelo de Jesus - fiz as legendas. Tive pouco tempo para pensar em um repertório adequado e levar para Minas, estado que nunca tinha estado ( :] ).
O tempo voou, comprei meu Macintosh ("eu sou ryycaa") e me quando me vi, ja estava no Rio de Janeiro.







Minha família foi para o Rio um dia antes, e tive um dia de passeio e deleite familiar. Inesquecível nosso jantar juntos no Garota de Ipanema e meu queridíssimo sobrino Gabriel na praia pela primeira vez.
Peguei meu ônibus de 3 horas de viagem. Subimos alto nas montanhas até a altura das nuvens e chegamos em Minas Gerais. Não pude deixar de lembrar de um grande amigo mineiro de outrora.




Juiz de Fora. Uma cidade estranha, sou obrigado a dizer, mas super aconchegante. Aqui conheci amigos novos, músicos incríveis e vivi experiências grandiosas - a exemplo, morar só por um mês.
Vanessa Hanhela, Wellington e Isabella - meus queridos colegas, muito obrigado. Na lembrança ficará nossos cafés, nossas noites insólitas e os inúmeros passeios. À Vanessa em especial - que pessoa querida! Nossos MAXI cafés e idas ao Jesuítas não vou esquecer. E nosso pastel chinês? E a gruta? E os Metodistas? (risos) Em 2011 reencontramos tudo!
APF, Alessandro Santoro
Na minha experiência definitiva como cravista conheci o renomado maestro Alessandro Santoro. Um professor baixinho mas de coração de leão. Um músico espetacular e um colega querido.
APF, Luis Otávio Santos
A maior celebridade do barroco historicamente informado do país, Luis Otávio Santos, também SE apresentou a mim - sim, eu lembro! Estava lá tocando minimamente no meu canto quando ele aparece, me reconhece do Facebook e se apresenta. De primeiro momento assustado, retribuí os cumprimentos. Assustado não pela carga de autoridade do prof. Luis Otávio, mas sim por essa simplicidade, humildade e elegância que o torna, de longe, um dos mais fantásticos músicos que já conheci até hoje - e não foram poucos.
Ainda em JF recebemos aulas do virtuoso cravista francês Benjamin Alard. Que artista! Um jovem de 25 fenomenal. Sim, mais uma vez tive um mês de contato com a fina arte e me orgulho disso.
Aos colegas de JF e do festival, um grandioso OBRIGADO. Ano que vem tem mais.
Marcelo de Jesus, Luiz Malheiro, Emmanuelle Baldini, APF
No retorno a Manaus não demora para me chamado a assumir o posto do grande amigo sr. Euclides Moreno. Que Deus o tenha. Me tornei inspetor da Amazonas Filarmônica e passei a trabalhar diretamente com os maestros Luiz Fernando Malheiro e Marcelo de Jesus. De lá pra cá tive contato direto também com vários grandes nomes da música internacional. José Bustani, Emmanuelle Baldini (que não tardou para virar um grande colega e queridíssimo ídolo. Rimos muito em nossa rápida-porém-exaltante convivência no Inferno Verde), o maestro PierCarlo Orizio, Robert Bokor, o maestro Miguel Roa (que sem saber me ensinou pequenas grandes coisas que vou levar pro resto da vida), Andres Roig e a ínclita Anna Serova - que ficou 1 mês na cidade, gravando obras do compositor russo Boris Pigovat conosco para o selo da Naxos. Vários outros ainda virão, pois a Série Guaraná VII ainda continua em 2011. Cada um deles veio e deixou algo para mim - presentes, experiências, convivências... agradeço de coração a TODOS eles.
Anna Serova, Elena Koynova, APF
Com meu conhecimento do repertório Sinfônico em geral expandido e com a certeza de dias com absolutamente nada de mesmice, sigo nesta nova função que me foi dedicada.
Como esquecer que no ultimo post exaltava o baixo Eraldo Auzier pela sua atuação em Romeo et Juliette? Eraldo, brutalmente assassinado recentemente, estará sempre na memória de seus amigos e sua perda artística para Manaus é chocante. Que cante no reino de cima, agora.
Mesmo com diversas perdas no ano - inclusive a quase morte de meu amigo Adriano Castro - seguimos para o último e maior evento do ano, o Concerto de Natal. Este evento envolve todos os corpos artísticos do Governo do Amazonas e está entre os mais vistos também, com um público superior a 100 mil pessoas. O que dizer? "Sucesso".
Natal com pessoas queridas. William Pereira, Miguel Campos Neto, Luiz Malheiro, Flávia Furtado, Eleonora F. Malheiro, Marcelo de Jesus e amigos. Obrigado, muito mesmo, por tudo!
O Natal chegou e se foi. O ano voou e cumpri meus votos para 2010 - movimento. Estes 10 últimos dias  me são especiais - vêm o natal, o meu aniversário e o reveillon. Ainda dá pra um monte de coisas acontecerem, vamos esperar.




Agradeço este ano de joelhos e desde já decido que 2011 entra com correntezas fortes para a frente. De uma vez por todas, chegou a hora de avançar.

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Epílogo: "Me dormiré!"

Posted by Atila Pf on 12:00 in , ,
As aventuras pós-Yerma do XIV Festival Amazonas de Ópera vão terminando e, com elas, começando os alívios de uns e tristeza de outros.
Ja dá pra sentir saudades de tantas coisas! Desde as brincadeiras ("Nunca? niN quando has bayladoo?" ou "No. Dios!") até os grandes momentos, uau... muita coisa aconteceu.

Por onde começar? Nossa, criar este texto é complicado.
Vamos por ordem. Depois de Yerma tivemos a movimentação para Romeu et Juliette, de Charles Gounod.
Em uma grandiosa revelação dos potenciais da Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica (formada por jovens alunos dos músicos da Amazonas Filarmonica e seus monitores), o espetáculo foi um dos mais apreciados do festival.
A direção cênica foi assinada pelo querido William Pereira, em uma inusitada e articulada visão do atemporal romance Shakespeareano.
Com Carmen Monarcha e Cesar Gutierrez nos papeis titulares, a ópera invocou todo aquele clima de grandiosidade e ao mesmo tempo intimidade necessários para a caracterização da tragédia.
Em diversos momentos divertidos e de extremo lirismo, era difícil não se emocionar com o que acontecia.

Em um emocionante gesto, o maestro Luiz Malheiro trouxe os jovens da orquestra para os agradecimentos finais. Um grandioso elenco para um grandioso espetáculo.
Ao termino desta ópera, chegou o momento da partida de vários colegas que também estavam na Yerma e com quem criamos laços. Foi o "Até Logo" para a querida Keila de Moraes, Homero Velho, Douglas Hahn e outros...
Começavam os preparativos para a grande ópera do festival, Lo Schiavo, de Carlos Gomes, mas...
...Em meio a isto, entrava em cena mais uma vez o maestro Marcelo de Jesus, com sua pequena produção local de La Cenerentola, de Rossini.
A divertida (no mínimo!!) produção de Francisco Mendez (e companhia) contou com a atuação da Orquestra de Câmara do Amazonas e um elenco local que teve a missão de levar a ópera para a população das periferias manauaras, culminando com a longa (mesmo!) viagem ao município de Novo Airão.
Este Festival me foi especial neste sentido - Sou de criação urbana, e raramente saio da cidade e visito interiores; ter a possibilidade de visitar esta pacata e isolada cidadezinha foi super interessante, e mais ainda, enfim poder conhecer um dos grandes cartões da amazônia - o Boto cor-de-rosa!!
Emoção sem fim (risos).
Para as duas últimas récitas da Cinderela, tivemos a presença do grandioso Pepes do Valle. E eu, mais ainda, uma longa viagem com ele ao lado, rs!!
Com mais esta missão cumprida, voltamos para Manaus em plena madrugada. Foi quando tive um grande papo com o dedicado iluminador de todo o festival, Moisés Vasconcellos. Inspirados pelo vento, pelo verde e a distante iluminação da cidade, nos divertimos ao lembrar de tudo que estava passando, e como essa pequena viagem nos fez bem.

De volta ao Teatro Amazonas, entra em labuta o maestro Miguel Campos Neto, a grande diva Edna D´Oliveira e o Corpo de Dança do Amazonas na produção daquele que foi, provavelmente, o mais aclamado e lindo espetáculo do festival, A Floresta do Amazonas (balé com poema sinfônico do grande Villa Lobos) e que teve sua última récita ontem. Emocionante no mínimo. Será difícil esquecer o momento em que Edna cantou a Melodia Sentimental dentro da lua, da coreografia maravilhosa assinada por Bruno Cesario e do lindo figurino de Pedro Moreno.
Com direção cênica de Jaime Martorell, o espetáculo brilhou em três dias de casa lotada, emocionando todos com o apoteótico final ("O Fogo na Floresta"), em que morrem índios e animais, e a voz da selva canta seu último lamento, cruzando a quarta parede e brilhando direto da platéia. Hipnotizados pela beleza do balé, de repente podemos notar que estamos, de fato, no meio da Floresta do Amazonas!

Mais espetáculo chega ao fim. No Teatro Amazonas, as coisas terminam hoje com a segunda récita de Lo Schiavo. Em uma grandiosa montagem (mesmo!) também assinada por Jaime Martorell, Silviane Bellato, Rodolfo Giugliani, Richard Bauer, Rosendo Flores, Manuela Freua, Randal Oliveira, Eraldo Auzier, Humberto Viera, Vinícius Atique, Cristiano Silva e Coro e Orquestra do Amazonas dão vida para Carlos Gomes mais uma vez ao Teatro Amazonas (para quem não sabe, este teatro foi criado quase que especialmente para apresentação de suas óperas).
Momentos de puro lirismo estão nesta montagem. Há um cenário imponente e lindas melodias, todas bem trabalhadas pelo maestro Luiz Fernando Malheiro.
É triste começar a me despedir dos amigos e admirados que fiz neste período. Rafaelzinho, Gabriel, titio André dos Santos, Moisés, tia Carmen, professor Bauer e tantos outros! Não há palavras para descrever a saudade que vai ficar, só de lembrar dos tantos momentos queridos.
O encerramento do Festival de Ópera, que se dá com O Escravo em uma montagem no Largo de São Sebastião, promete ser magnanimo - dia 30 de maio estaremos lá, fechando mais um ano de produção da fina arte. Me orgulho em estar neste meio! agora, se me permitem, hora do meu cinema...


nota: todas as fotos são de autoria de Marcelo de Jesus, Randal Oliveira e Keila de Moraes.

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Yerma. Diálogos de Lorca e Lobos [ou: um mês de fina arte]

Posted by Atila Pf on 00:21 in , ,
Desde o início do ano fui convidado para operar as legendas do Festival Amazonas de Ópera. Era um trabalho interessante e que me manteria em certo contato com o circuito operístico que acontece por aqui, e logo aceitei sem pestanejar.
Com pouco mais de um mês antes da estreia do festival, recebi em uma noite uma ligação do maestro Marcelo de Jesus pedindo para que eu fosse ao teatro. Imaginava que seria algo com as legendas, os arquivos deveriam ter chegado, e ele me passaria algumas instruções para a tradução do recital comemorativo de Schumann e Chopin. Lá fui surpreendido: ao chegar recebi o convite para fazer a assistencia de direção de Allex Aguilera na ópera Yerma, de Villa Lobos.

Um choque, de primeira. Eu ja havia trabalhado como assistencia de direção musical, mas nunca com direção cênica. Eu tava fazendo aquele papel de "carne nova" naquelas boites em que todo mundo se conhece, e de repente aparece alguem novo.
Por um mês tive uma experiência simplesmente arrebatadora - a oportunidade de participar de um cotidiano artístico de primeira qualidade, não só com o querido Allex, mas também com o próprio Marcelo de Jesus, com a diva Eliane Coelho (pasme!) e diversos outros grandes nomes.

A ópera, um complexo trabalho de Villa Lobos sobre o imortal texto de Garcia Lorca, fazia lá seus quase 30 anos sem ser encenada, tendo uma estreia brasileira cheia de cortes e com uma gravação de péssima categoria. A responsabilidade era grande: obra rara, tudo sem referências e a primeira vez na íntegra desde sua primeira estreia nos Estados Unidos.
Conseguimos, na última sexta, apresentar a terceira e última récita do espetáculo. Um sucesso! Ficam na lembrança os grandes momentos desta produção tão exigente e difícil que foi a de Yerma!

 A música não dava espaço para movimentações cenicas. O senhor Aguilera foi genial neste sentido e ponderou tudo muito bem. A ideia de uma Yerma voz e uma Yerma corpo, de um Juan voz e um Juan corpo... uma linda concepção Lorquiana (parabéns para Adriana e Getúlio, os bailarinos que deram o corpo às vozes de Yerma e Juan).
O simples cenário quase inexistente, outra ideia que remete Lorca, criou profundidade cênica.

A belíssima iluminação, assinada pelo querido Moisés Vasconcellos, causava impacto em cada cena, em cada transição. Ia ficando impossível não ser hipnotizado pelo clima tenso e carregado da ópera no geral. Deus criou a luz em um segundo. Nós levamos 3 madrugadas.
 Difícil esquecer a cena das lavadeiras. A contrastante iluminação, a ideia cênica, o texto impetuoso, e mais ainda a cascata de arroz. Que ideia brilhante, a do diretor! Há quem jure que era agua. Mas nada melhor que uma "chuva" de arroz para simbolizar a aridez andaluza.

Para chegarmos a isto tudo, quanto trabalho!! "E tem gente que vaia, né?", uma vez me disse o Allex, às 4 da manhã, enquanto trabalhavamos com o Moises na iluminação. Ele tem razão - nunca mais façam isto na vida, crianças.

A diva Eliane Coelho merece louros por tudo. A difícil tarefa de encarnar a mulher árida de Lorca me fez lembrar, ontem, que a sra. Eliane, na primeira vez em que nos falamos e que ela elegantemente lembrou ao nos vermos no seu primeiro dia de ensaio de "andaluza", viveu também uma mulher com historia até bastante parecida e que exigia uma cantora magnífica, que foi Katerina Izmailova da Lady Macbeth do distrito de Mtsensk em 2007. Duas mulheres fortes, oprimidas e que matam. Alguns muitos quilômetros as separam.

A peça que uniu todo o mundo musical da ópera se chama André dos Santos. Que profissional! Um pianista exímio, de longe o melhor correpetidor que ja vi. Me foi mais que uma honra ter vivido o trabalho desta galera que produz a fina arte.

Yerma me foi aprendizado do início ao fim. Quantas pessoas conheci, quantas amizades fiz. Um obrigado aos maestros Luiz Malheiro e Marcelo de Jesus pela oportunidade.  Marcelo Puente, Homero Velho, Isabelle Sabriè, Keila de Moraes, Elaine Martorano, Randal Oliveira, Manuela Freua... Bravo a todos!!Agora, ja voltei para minhas legendas. Sinto falta daquela música pesada do Villa - tem sido difícil retornar ao barroco.

Ainda faço posts de Romeo et Juliette (Gounod) e Lo Schiavo (C. Gomes). Não sou assistente de direção, tampouco espectador... mas acho que terei do que falar...


Em nosso último encontro, saudei Eliane Coelho com beijos nas mãos e um sincero "Brava!". Ela sorriu humildemente e me deu uma grande resposta: "Até a próxima, Átila". Fico na torcida por mim...

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A relação do Homem com seus pés

Posted by Atila Pf on 20:11 in ,
Meu ritual matinal pós-sono é como o de todos - levanto e sigo diretamente para a mesa para tomar meu café. Ligo o notebook para acompanhar as noticias mundiais, ver e-mails e blablabla, leio o jornal pra ver o que acontece na capital manauara e procuro algo novo na internet, em relação a musica - cds, videos ou partituras.
O programa da Ana Maria Braga já esta incluso em meu cotidiano, e hoje (quinta, 18) uma reportagem sobre como os nossos pés refletem nossa vida me chamou a atenção.
Não sei ainda se acredito, mas o doutor conseguia ser um "Sherlock Holmes dos Pés" - Ele deduzia de forma bem plausível a vida da pessoa... tudo científicamente provado. É, to sabendo...pq duvido? Nao sei...são aquelas dúvidas de gente ignorante, que SABE que é possivel e que acontece, mas prefere nao acreditar.


Aham, estudei a Ciencia da Dedução com os livros do Conan Doyle, e ai? Sei que é possível, mas se me permitem: Deduçao Podóloga pela manhã logo depois de acordar é forçar um pouco.
Interessante que 3 atores globais, inclusive a Ana Maria, participaram do "Quiz".
Mais interessante ainda quando uma das atrizes, que nao lembro o nome, mencionou que havia perdido o patrocínio de sua peça.

WHAT THE .. ?! O que acontece com essas pessoas? Vocês têm ideia de como ta difícil um artista conseguir patrocínio, inclusive munido da Rouanet, neste país??
Faz pouco tempo, o diretor e iluminador Caetano Vilela, o vira-lata aí dos meus blogs favoritos, estava atrás de apoio para seu espetáculo "Travesties".
Imaginava o quanto estava sendo difícil, mas desde que me uni ao maestro Sandino Hohagen para fundar a Sinfonieta de Manaus, vivi em carne a dificuldade que é "Dar os Pés à Arte".
Seguir nesta profissão é difícil crianças. Não tentem em casa.

Agora sem pessimismo, "dar pés para a Arte" é um trabalhão sempre compensado por lindos espetáculos, quando estes ocorrem. Isto pode acabar com os SEUS pés, mas a dor agente sempre esquece quando vêm os aplausos...ou as vaias. (Esquecemos mais se vierem estas segundas)
Dores no corpo também têm sido rotina - alguns dias atrás conversava com minha amiga Bárbara sobre como o status de adulto tem nos afetado - os montes de afazeres, as dores, as preocupações com contas têm sido bastante frequentes.
Hoje tive um choque - vesti um jeans dos early-times e fui pra faculdade, quando pelo meio do caminho, dirigindo, minha barriga se incomoda com aquele tecido grosso apertado e grita: "Ei, voce esta gordinho!! Compre outra calça!". Mais uma vez repito: WHAT THE...?!
Não dá - hoje em dia, passados 6 ou 7 anos de farra notívaga, mal me aguento em uma balada até as 3 da manhã!
Vou tentar moderar as coisas agora. Terminei de ler O Concorrente esta semana e ainda extasiado com uma obra tão bela tento me condicionar a tomar uma vida um pouco mais saudável. Obvio que nao vou conseguir, mas vou tentar - Quero pés bonitos.

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(re)Trilhando caminhos nem tão novos.

Posted by Atila Pf on 19:46 in ,
A altura deste post, acredito que todos que se deram ao capricho de digitar em seu navegar um endereço tão incômodo quanto "birutairline" já devam saber que posto no PratoFeito mais oficialmente que neste novo endereço; os que o acessaram via link no facebook ou pelo próprio Prato ao menos estão cientes também.

Não tenho resposta por que ter criado outro blog - minha necessidade de criação é um ponto questionável - não importa se lixo ou utilitário, eu tenho que CRIAR!!!
Tendo isso na mente posso esperar algo mais íntimo neste espaço cujo visual selecionei com bastante carinho e que exprime o que no geral falarei por aqui: viagens, fotos, tecnologia, carros, coisas estranhas e cotidiano... anh, esta é a key word para o Biruta Air Lines.

O nome "Biruta de Aeroporto" é confuso e questionável, de fato...
Meu querido amigo Marcelo uma vez disse que eu era como uma Biruta de Aeroporto - pra quem nao sabe e também não Googla, se trata daquele instrumento que acompanha a direção do vento... pra onde o vento vai, a (no caso "o") biruta vai atrás.
Ta, e o que tem haver comigo? Pode crer que sou assim, colega: mudo rapidamente de foco e sem ter destino aparente vou passando os dias. Olha aí, acho que encontrei o fator que me fez criar este blog... Oh my God, não...não vou esquecer o Prato GIAMMAI!! Este é secundário, os posts aqui vêm quando der.

Estes últimos tempos foquei em uma visão artistica um pouco mais apurada em vários sentidos, e o nascimento d´O Prato foi uma forma de expressão divertida e demasiado didática. Só que por motivos lógicos - me sobrecarreguei de notas - mudei o foco e desde então tenho me frustrado ao tentar encontrar nas prateleiras das benditas livrarias manauaras um título bom e atraente.
Não lia um bom livro fazia tempos... foi como deixar um colega de infancia meio de lado. Erro fatal, eu sei, mas ja procurei corrigir.
Olhando para minha própria pequena e íntima biblioteca (que é na verdade uma estante com uns 30 ou 40 títulos) notei uns 3 ou 4 que não terminei de ler ou nem comecei - provavelmente o vento na época mudou de direção.
Aí que me deparo com o inusitado O Concorrente, do mestre Stephen King, escrevendo (em sua juventude) como Richard Bachman.(1982)

Este livro é intrigante, assustador e chocante - tem críticas tão severas a uma sociedade de 2025 que (mais forte até que James Cameron) o mestre do terror consegue nos deixar com NOJO de ser quem somos.
No geral e apesar de ter uma energia negativa, o livro é espetacular e uma vez aberto até o capítulo 10 (ou 90, ja que a contagem acontece de trás pra frente...) forças estranhas não te permitem mais parar de ler.
A história acontece num futuro não muito distante e gira em torno de Ben Richards, um homem alto e magro que decide entrar num perigoso jogo televisivo para conseguir dinheiro para comprar remédios para sua filha moribunda, pasme, que sofre de influenza.

No estúdio, Richards conhece Killian, o chefão por trás de tudo, e é lá mesmo que são apresentadas as regras do jogo a Ben, entre elas: ele deve gravar um vídeo dele mesmo duas vezes ao dia e colocá-lo no correio, para mostrar que está sobrevivendo (e assim arriscando sua localização); ele também pode ir a qualquer lugar que quiser, mas para ganhar o prêmio máximo de 1 bilhão, ele deve permanecer vivo por 1 mês inteiro, enquanto é caçado por agentes do programa de tv, e transformado em inimigo do estado.
Não necessário dizer que Killian e os produtores não deixarão que Richards consiga sobreviver o mês inteiro, e farão absolutamente de tudo para eliminá-lo (sim, matá-lo!ao vivo em rede nacional!). Mas o que eles não contavam é que Richards fosse um homem sagaz, e o resultado final deste jogo mortal será imprevisível.

Imprevisível mesmo, porque ainda não terminei de ler... aliás, imprevisível como o rumo que o vento vai tomar para o Biruta.

Tenho um MONTE de coisas que quero comentar, mas redigir um texto gigantesco e sem uma linha no minimo descente não é de meu agrado, e acredito que nem o de vocês. Fico por aqui com a promessa de umas coisas bacanas . ou não.

Aos interessados em adquirir o livro, se joga AQUI, pelo definitivamente menor preço da internet.

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